
A advogada Mirian Veloso e sua filha Camille (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)
Três anos após a criação do Cadastro Nacional de Adoção, as crianças negras ainda são preteridas por famílias que desejam adotar um filho. A adoção inter-racial continua sendo um tabu: das 26 mil famílias que aguardam na fila da adoção, mais de um terço aceita apenas crianças brancas. Enquanto isso, as crianças negras (pretas e pardas) são mais da metade das que estão aptas para serem adotadas e aguardam por uma família.
Apesar das campanhas promovidas por entidades e governos sobre a necessidade de se ampliar o perfil da criança procurada, o supervisor da 1ª Vara da Infância e Juventude do Distrito Federal, Walter Gomes, diz que houve pouco avanço. “O que verificamos no dia a dia é que as famílias continuam apresentando enorme resistência [à adoção de crianças negras]. A questão da cor ainda continua sendo um obstáculo de difícil desconstrução.” Leia o restante »
Pesquisadores brasileiros devem testar em seres humanos um tratamento inédito com células-tronco. Portadores de distrofia muscular de Duchenne vão receber, pela primeira vez no país, células-tronco retiradas de outra pessoa. Até hoje, o Brasil só tratava com células-tronco do próprio paciente.
Segundo a pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) Mayana Zatz, os primeiros testes com pacientes devem ocorrer no final de 2012. Os voluntários para a pesquisa serão jovens com a doença que atinge crianças do sexo masculino e causa a degeneração dos músculos. “Alguns meninos perdem a capacidade de andar muito cedo”, disse. Leia o restante »

O diabetes é uma doença que afeta pelo menos 300 milhões de pessoas em todo o mundo. Trata-se de uma doença que mais avança sobre a população mundial, causando mortes e sequelas, caso não seja descoberta a tempo ou por falta de cuidados.
Somente no Brasil existem aproximadamente 11 milhões de portadores, segundo dados do Ministério da Saúde e de sociedades médicas.
Hoje (14) é o Dia Mundial do Diabetes, razão pela qual está acontecendo uma campanha global, pelo terceiro ano seguido, a fim de orientar a população para prevenir a doença, que mata uma pessoa a cada dez segundos no mundo – conforme estatística da Federação Internacional de Diabetes, ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS).
A falta de informações sobre o que é a doença, os sintomas e o tratamento é considerada pelos especialistas como um dos obstáculos para conter essa epidemia global. A própria federação internacional estima que metade das pessoas não sabe que tem diabetes.
Os dois tipos de diabetes
O diabetes pode ser dos tipos 1 e 2. “O diabetes tipo 1 é quando a pessoa tem pouca ou nenhuma insulina. Ele ocorre quando as células do pâncreas, que produzem a insulina, são destruídas. Esse tipo geralmente aparece em crianças ou em adolescentes não obesos. Já no tipo 2, as pessoas têm menor capacidade de liberar insulina do que os indivíduos normais, e, ao contrário dos pacientes com diabetes tipo 1, esses pacientes não são dependentes de injeções de insulina. Esse tipo, geralmente, aparece após os 40 anos de idade e está associado à obesidade”, explica o endocionolista Walter Minicucci, vice-presidente da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) e médico assistente da disciplina de Endocrinologia da Unicamp, no portal da Band.
“O tipo 1, geralmente, é adquirido ao longo da vida e o peso não aumenta o risco dessa doença. Já o tipo 2 se instala silenciosamente, onde – geralmente- os primeiros sintomas são a alteração visual, doença vascular e outros”, declara Minicucci.
O endocrinologista afirma que o aumento de casos de diabetes, especialmente do tipo 2, em países em desenvolvimento decorre de alguns fatores como aumento da obesidade, sedentarismo, maus hábitos alimentares e do próprio envelhecimento da população.
A prática de exercícios físicos e a alimentação equilibrada ajudam a evitar o diabetes tipo 2, que não tem cura.
Quando o diabetes não é tratado, aumenta o risco de o paciente ter um ataque cardíaco, ficar cego ou sofrer amputação de uma perna.
Um bebê mastigou uma pedra de crack, em Araçatuba, no interiuor de São Paulo, na madrugada desta sexta-feira(11) e foi internado.
A polícia informou que o pai da menina é usuário de drogas e deixou o entorpecente em cima de uma mesa. Ele contou que não viu quando a criança pegou a droga.
A Delegacia de Defesa da Mulher do município investigava o caso nesta sexta. Segundo a delegada responsável pela investigação, o pai deve ser chamado o quanto antes para prestar esclarecimentos. Um exame deve ser solicitado na Santa Casa, onde a menina continuava internada na tarde desta sexta, para saber se ela teve alguma lesão pela ingestão do crack. Caso o resultado seja positivo, o pai pode ser processado.
O Conselho Tutelar foi notificado. A assessoria da Santa Casa não informou o estado de saúde da menina na tarde desta sexta a pedido da família, segundo informações do G1.
É visível a falência da saúde pública brasileira mostrada constantemente nos principais canais de televisão e jornais e revistas do país.Videos e fotos mostram pessoas amontoadas nos corredores dos hospitais, esperando por atendimento e muitas não aguentam o sofrimento e morrem. Outras morrem vítimas de erros estúpidos cometidos, principalmente, por auxiliares de enfermagem.
O exemplo mais recente é de um recém-nascido que recebeu uma aplicação de leite na veia, em um hospital de São Paulo, aplicado por uma auxiliar de enfermagem. Ela não soube diferenciar o alimento do remédio.
O bebê nasceu com quase oito meses e por ser prematuro precisou ficar na UTI do Hospital Municipal Professor Mário Degni, na zona oeste de São Paulo.
Jovenita Oliveira Abreu, mãe do menino, amamentava seu bebê durante o dia e deixava o frasco com leite materno para ser dado à noite. E este leite que seria dado por uma sonda nasal foi aplicado por via intravenosa, destinado a medicamentos.
A auxiliar de enfermeira, que não teve o nome revelado, confundiu o frasco e colocou dez ml de leite materno na veia do bebê. Meia hora depois, ele apresentou sinais de falta de ar, mesmo ligado a tubos de oxigênio, e não resistiu.
Houve confirmação do erro e foi instaurado um inquérito administrativo. O Hospital não se pronunciou sobre o caso.