Clamídia atinge 9,8% das jovens entre 15 e 24 anos, diz pesquisa

Clamídia. Foto: commons.wikimedia.org
Clamídia. Foto: commons.wikimedia.org

Um estudo nacional revelou que 9,8% das jovens entre 15 e 24 anos atendidas em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) foram diagnosticadas com infecção por clamídia e 4% delas também tiveram resultado positivo para gonorréia. O estudo foi feito pelo Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e abrangeu 2.071 jovens, das cinco regiões do país.

A clamídia é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que pode infectar homens e mulheres. Pode também ser transmitida da mãe para o bebê na passagem pelo canal do parto. Atinge a uretra e órgãos genitais, podendo chegar na região anal, na faringe e causar doenças pulmonares. Pode ainda causar infertilidade masculina e feminina, além de aumentar de três a seis vezes o risco da infecção pelo HIV.

De acordo com o coordenador do estudo no CRT/DST-Aids, Valdir Monteiro Pinto, a infecção pode não apresentar sintomas em até 80% das mulheres e em 50% dos homens. Os Quando existem sintomas, os mais comuns são dor ou ardor ao urinar, aumento do número de micções, presença de secreção fluida em homens e mulheres e somente nas mulheres perda de sangue nos intervalos do período menstrual, dor durante as relações sexuais, dor no baixo ventre e doença inflamatória pélvica.

“A mulher infectada pela Chlamyda trachomatis durante a gestação está mais sujeita a partos prematuros e a abortos. Nos casos de transmissão vertical, na hora do parto, o recém-nascido corre o risco de desenvolver um tipo de conjuntivite e pneumonia”, disse o médico.

De acordo com as informações do médico, não há vacina contra a clamídia e a única forma de prevenção é o sexo seguro com o uso de preservativos. O tratamento é feito com antibióticos específicos e deve incluir o tratamento do parceiro ou parceira para garantir a cura e evitar nova infecção.

 

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil