Criança portuguesa – poupança para um futuro melhor

As crianças portuguesas têm hábitos de poupança e começam desde tenra idade a juntar dinheiro no mealheiro, revelou o estudo ‘A Formação do Sentido de Poupança nas Crianças Portuguesas’ realizado pela Área de Planeamento e Estudos de Mercado (APEME) para o Banco Espírito Santo e que será hoje apresentado. O documento mostra que os miúdos sabem e gostam de poupar: “Não se pode deixar as luzes todas acesas”, disse uma das crianças.

“É fundamental ensinar os mais novos a poupar porque ajuda-os a saber gerir o dinheiro na idade adulta”, explica ao CM a terapeuta familiar Cláudia Morais. “Mas só faz sentido quando os pais servem de exemplo”, sublinha.

Catarina tem 11 anos e frequenta o 6.º ano de escolaridade. Recebe cinco euros por semana. “Geralmente compra uma revista juvenil e o resto guarda numa caixinha que tem no quarto para quando achar que vai precisar ”, conta ao nosso jornal a mãe, Fátima.

“As semanadas/mesadas são importantes para as crianças perceberem o que custa ter as coisas”, realça Cláudia Morais.

Céu Silva, delegada sindical da Fenprof para o ensino Pré-Escolar, é mãe e durante mais de duas décadas ajudou a educar crianças: “Os educadores não substituem os pais, o que nós tentamos explicar às crianças é que as coisas que eles querem não aparecem com toda a facilidade”, comenta. A educadora está ciente de que não é fácil: “Muitas vezes basta as crianças pedirem que têm logo o que querem.”

No estudo, que reflecte o ideal de crianças entre os 6 e os 13 anos, para os mais novos o multibanco “é uma máquina que dá dinheiro” enquanto os mais velhos ambicionam ter o seu próprio cartão. E a grande conquista é conseguir amealhar 22 euros, quantia que consideram bastante satisfatória.

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